domingo, 27 de novembro de 2011

de lugar nenhum, para niguem, através do nada
seguirei sendo um espaço preenchido de vácuo 
com todos os sentidos à devira, um naufrágo 

deixo pensarem que saberão
progredindo em intrigas alucinantes
através das memórias e dos fatos
mas tudo isso é poeira de estrada

não quero convence-los de meu amor
não desejo que sonhem meus sonhos
ou que me resgatem com ternura
dos precipícios que caí

com brandura eu levanto a face
que nunca, nunca, meus caros, é a mesma
guardem, por favor, suas esmolas de compreensão... 

tragam apenas o necessário:
coragem e sinceridade 

não busquem em mim
alguma resposta que satisfaça
não a tenho e quiçá nunca a terei 

na amplitude do horizonte
quando nenhuma nuvem existir
e só o puro céu azul surgir
integraremos 

mas não me venha agora
como um pássaro ferido
pedir abrigo no meu coração

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

domingo, 18 de setembro de 2011



até que a vida nos junte

                                                                                   Quadro: Ivan Bilhó Toledo

quarta-feira, 7 de setembro de 2011


Certeau, aí está
Toda Bricolagem
Artes de Fazer
Artesania

Apropriação
do Espaço! 

DHU ATER TUMTIKEI DHU URNUS ATERTI

sábado, 27 de agosto de 2011

há de ser nada
o tempo dissipa
toda a fumaça

e tudo, tudo que
entristece
passa